UM OLHAR SOBRE O ASSOCIATIVISMO E FILANTROPIA

O Associativismo é de certo modo a união voluntária de um grupo de pessoas que empreendem esforços individuais/estruturais desempenhando actividades de natureza social, económica, religiosa, quiçá política, com vista a salvaguardar interesses gerais da comunidade e muito mais.

Face as enormes dificuldades socioeconómicas, políticas e religiosas que afectam às comunidades e a juventude, o associativismo é na verdade um dos meios pelo qual se possa criar janelas e portas na busca de soluções de forma activa, organizativa e responsável. Qualquer uma pessoa pode/deve participar/colaborar na busca de respostas que suavizam ou seja minimizam às necessidades básicas juvenis/comunidade, através do diálogo, criação de programas/projectos direcionados à determinadas causas.

Atenção jovem! Deixe de ser “telespectador” das más condutas praticadas por quem  anda a sua volta sem fazeres absolutamente nada. Talvez no seu bairro/comunidade a delinquência cresce em segundos; Com ou sem energia é perigoso andar; Não há ocupação responsável e comprometedora no seio juvenil; Os mais velhos, e as Mulheres não são respeitados; Parece que tudo constitui perigo; O índice de gravidezes indesejadas é maior; Os vícios (álcool, tabaco, drogas, farras, fuga às aulas, etc.) são a melhor companhia juvenil que apregoam o evangelho do conformismo, do desespero e do tudo está mal ou seja ainda somos jovens e o mundo é mesmo assim... Pare! Pense e actue! É tempo de fazeres diferente porque pequenas coisas/iniciativas positivas dão-nos prémios eternos... Reúna um grupo de kambas e realizam um debate sobre os vários problemas da tua banda (País, Província, Município, Bairro, Comuna/aldeia), onde cada um vai emitir a sua opinião sobre o que vê, sente e gostaria que mudasse e como ele/ela faria pra alterar o rumo das coisas. Queres um exemplo? Cresci e vivi num bairro/comunidade em que havia quase tudo de ruim (Delinquência, Drogas, Prostituição, etc) foi difícil suportar o ambiente/impacto e a dada altura inseri-me numa gang, curti farras, apliquei tatuagens, perdi amigos/kambas, quase fui detido pela polícia.

Mas a dada altura da vida tive de parar e pensar um pouco mais sobre a razão da minha existência e o motivo pelo qual os meus pais colocaram-me no mundo.  Como resposta percebi que havia em mim uma grande vontade de ensinar, ouvir e ajudar as pessoas, como presente tive sempre o apoio familiar e da igreja, sem desprimor de intervenção de determinadas individualidades que mediante o tempo despertaram em mim o Associativismo/Filantropia. Abracei a causa na OJA, (Organização Juventude em Acção) uma organização filantrópica que visava sensibilizar a juventude sobre as responsabilidades das suas acções individuais e colectivas no bairro e na sociedade em geral; Descoberta de talentos locais, acompanhá-los e encaminhá-los à quem de direito; Transmissão de valores e princípios éticos e morais. Foi um período de muito aprendizado e daí começamos a ministrar palestras, excursões, visitas, desfiles de moda/concursos de Miss da/na comunidade envolvendo jovens de outras localidades, o prémio vinha da OJA, dos pequenos empresários e pessoas voluntárias do bairro e não só. Conseguimos resgatar e lançar muitos jovens nos mais variados sector da sociedade (Moda, Formação, Oportunidade de emprego) eu mesmo ganhei novos amigos de diferentes "stato social", só pra destacar o meu padrinho de casamento (Batola António) e o meu compadre (Hermenegildo Manuel) conheci-os por via do Associativismo/Filantropia.

Com o andar do tempo a OJA extinguiu-se devido a mobilidade de residência dos membros... Mas como a vida não para, hoje sou membro da AJACOM (Associação Juvenil de Apoio às Comunidades) criado por jovens, de âmbito nacional, com sede na Província de Luanda, Município de Belas, tendo a duração por tempo indeterminado, de natureza filantrópica de beneficência, sem fins lucrativos, apartidária e não-governamental com personalidade jurídica e de autonomia administrativa e financeira de cidadãos interessados em acções de apoio às comunidades carentes de Angola, através de sustentação de organizações afins, que se rege por um estatuto e legislação em vigor. O seu objecto social é amparar e solidarizar-se com a causa das comunidades vulneráveis, promover acções de apoio às comunidades carentes de Angola.

Para a efectivação dos anseios da AJACOM, tem se  realizado palestras, conferências, campanhas de sensibilização sobre doenças endémicas, abordando diversas temáticas actuais com a participação de entidades nacionais e estrangeiras, campanhas de recolha de donativos e doações, actividades culturais e recreativas envolvendo músicos (novos talentos) de renome e ciclo de formação e capacitação.

 Atenção jovem! Eu, tu e nós de alguma forma somos capazes de contribuirmos para o desenvolvimento do país/comunidades/bairro. Chega de ficar pensando no vazio e sozinho, junte-se a alguém que anseia por coisas novas, diferentes e melhores, conjuguem esforços, transcrevam as ideias, criem uma organização/associação consultem/solicitem apoios de todos os lados, porque nenhuma porta abre-se por si.

Deixe de culpar o governo por não ter feito isto ou aquilo, os teus pais por não serem/terem o que queres... Ajude-os! Como?! Pense que todos nós viemos a este mundo com um propósito, uns para fazerem igual, outros para fazerem diferente e outros para ajudarem o próximo. Onde te encaixarias humm? Qualquer resposta levar-nos-á a fazer alguma coisa;  a parar, a reflectir, actuar, a escolher, a interagir, a associar-se e a trabalhar...   

OBRIGADO PORTAL REVELAÇÕES!

 

Minha banda, banda minha;

A minha banda é larga de virtudes

Evapora vicissitudes em todos os pontos cardeais;

 

Minha banda, banda minha;

A minha banda é o meu berço carrego-a no peito como o terço;

Orações de intercessão a seu favor faço sempre que posso;

Hoje a minha banda tem sede de evolução, olhem aquele  menino parece distante da evolução;

 

Oh minha banda, banda minha;

A minha banda tem estrutura que difere da Europa;

Mais foi nela que usei a primeira roupa de marca e tomei a primeira sopa;

Forte Santa Rita, Santo António, Kissala 1, Rocha Pinto, minha banda, banda minha;

Banda dos meus ancestrais, rapaz não olhes pra trás;

Firma-te nos novos sinais e rumo com aprumo, disciplina e coragem...

 

“Wanafecéfre”

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