FARMÁCIAS COM DIFICULDADES PARA AQUISIÇÃO DE MEDICAMENTOS

Fármacos como arinate, coarinate e material gastável (luvas, algodão, ligaduras, gases, seringas, fios de sutura II) e outros para o tratamento de doenças do fórum psicológico, como a epilepsia, estão entre os materiais que mais estão em falta nas farmácias do Lubango, capital da província da Huíla.

Numa ronda feita pela Angop as farmácias, nota-se uma carência de material gastável e algumas declaram mesmo ruptura de stock e justificam a situação com dificuldades na importação, agora dependente da disponibilidade de divisas para pagar aos fornecedores.

A Angop constatou ainda que apesar da carência, os preços mantêm-se inalteráveis há mais de quatro meses, segundo relatam os atendestes dessas empresas.

Na farmácia Medisal, a sua responsável, Cesaltina Severino, disse que há já a algum tempo têm falta de fármacos como arinate, coarinate (anti-palúdicos), luvas, algodão, ligaduras, gases, seringas e de remédios para o tratamento de epilepsia.

Porém, afirmou que entre os fármacos mais procurados constam a ciprofloxacina, azitromicina, amoxaciclina e metronidazol. Já, no campo dos analgésicos há mais procura do paracetamol, dipirona, assim como de outros anti-palúdicos, sobretudo o coarten.

Cesaltina Severino explicou que como alternativa ao mercado europeu, o indiano afigura-se como o mais acessível em preços e disponibilidade.

Por sua vez o farmaceuta, Pio de Jesus, da Carefarma, apontou como medicamentos mais procurados, os anti-estaminicos (para alergias) como zaditem, prometazina, celeresima, clorofemiramina, cortecoides, cntre outros, cujo stock é limitado.

Sublinhou que, a origem dos medicamentos é toda portuguesa,  não registam  uma procura acentuada  de matérias gastáveis,  mas de fármacos  como,  anti-retrovirais, vacinas anti-rábicas, mas a farmácia não comercializa  por serem de responsabilidade exclusiva da Saúde Pública.  

Já na farmácia Caridade, a funcionária  Rosalina Janete  realçou a vitamina C,  multivitamina,  o metronidazol, ibuprofen, hergometrina injetável, oxitocina como os mais procurados, mas nem sempre conseguem responder a demanda, devido a ruptura de stock.

A cidade do Lubango conta com mais de cem farmácias, mas nota-se em quase toda elas a falta de alguns medicamentos, sobretudo anti-alérgicos e os ligados as doenças crónicas de controlo da diabetes e da tensão arterial.

Na província foi desde 2015 construído um depósito regional de medicamentos, cujas obras, na comuna da Arimba, estão já concluídas desde 2017, mas por razões desconhecidas o equipamento ainda está inoperante.

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