Mercadorias para Cabinda retidas no Soyo

Vinte e dois camiões com cerca de 500 toneladas de produtos diversos para a província de Cabinda estão estacionados no município do Soyo (província do Zaire), há mais de 15 dias, em virtude da suspensão dos serviços de cabotagem das embarcações artesanais, soube hoje (sexta-feira) a Angop.

A suspensão dos serviços de transporte de mercadorias das embarcações artesanais foi determinada pela administração do Soyo para evitar eventuais casos de covid-19, reexportação de produtos da cesta básica e outras mercadorias para a  República Democrática do Congo (RDC), nesta fase que o país observa o Estado de Emergência.

Em declarações à Angop, o presidente da Associação dos Armadores de Transportes Fluviais no Soyo, José Custódio Maria, disse que a situação deve-se à inoperância de 17 embarcações artesanais na rota Soyo/Cabinda, bem como a redução do número de estivadores, de 150 para 30, no quadro das medidas de prevenção e combate à covid-19.

Nesse momento, informou, o serviço de cabotagem do Soyo para o enclave está a ser feito por embarcações alugadas por um número reduzido de donos de mercadorias a partir de Cabinda.

Explicou que antes da declaração do período de excepção no país, descarregavam-se a partir do Porto Comercial do Kimbumba (Soyo), 12 a 15 camiões de 20 a 45 toneladas cada por dia, contra dois a quatro camiões descarregados actualmente.

Entretanto, José Custódio Maria disse não entender as razões da inoperância das embarcações locais uma vez que estão todas legalizadas e cumprem com as medidas de prevenção e combate ao novo coronavírus.

Para o camionista, Domingos Salomão, cuja viatura carrega 45 toneladas de feijão provenientes da província do Huambo, centro do país, a situação é bastante constrangedora, pelo que pede as autoridades para inverterem o quadro.

De acordo com o empresário, até a semana finda havia mais de 40 camiões no posto fluvial do Kimbumba esperando pela descarga da mercadoria para as embarcações com destino à província de Cabinda.

Contactada pela ANGOP, a administradora municipal do Soyo, Lúcia Maria Tomás, esclareceu que foram retidas 17 embarcações locais que se dedicavam ao serviço de cabotagem do Soyo para Cabinda.

“Estas embarcações artesanais, ao invés de cumprirem com a sua missão, desviavam a mercadoria para a região do Muanda (RDC), com a conivência dos proprietários dos produtos”, sublinhou a gestora.

A administradora disse que o quadro poderá ser alterado nos próximos dias com a entrada em funcionamento dos terminais de passageiros e cargas em construção no Soyo, que dista a 310 quilómetros de Mbanza Kongo, capital da província do Zaire.

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