Governo recorre às igrejas para distribuição de cesta básica em Luanda

A Comissão Interministerial rema “contramaré” na procura de soluções para garantir que população cumpra com o “FICA EM CASA”, o que tem sido difícil, por falta de alimentos na mesa das famílias.

Por: Pedro Mahula

O processo de apoio às famílias em estado de vulnerabilidade durante o período de emergência iniciado em Abril, não surtiu efeitos desejados ao deixar grande parte da população a mercê da fome, fruto das más politicas adotadas pelas comissões encarregues.

Na tentativa de remediar, a Ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira, orientou os líderes religiosos a catalogar as pessoas carentes, para a distribuição de cesta básica, para garantir a sustentabilidade durante o período de quarentena.

Apesar da acção social que muitas instituições públicas e privadas, organizações da sociedade civil e pessoas singulares desenvolvem, o grito de socorro em todos os cantos sobretudo, nos “musseques”, num país constituído pela maioria desempregada, ambulantes, biscateiros, mendigos, sem tecto, vulgo – “meninos de rua”.

Remando contra o vento com intuito de atender ao clamor da população, e na procura de métodos que permitam que o cidadão fique em casa no cumprimento da quarentena e do isolamento social provocado pela covid – 19 (situação incontrolável), Carolina Cerqueira, solicitou os líderes das igrejas sedeadas na capital, para o fornecimento de listas nominais, com destaque às pessoas carentes, órfãos e demais famílias vulneráveis, o que demonstra uma situação incontrolável por parte da Comissão Interministerial, responsável pelo combate ao Covid.

De acordo com a fonte, a Comissão pretende socorrer-se das igrejas, para garantir que o suposto apoio chegue aos cidadãos em situação de desespero, numa forma de corrigir os erros cometidos na primeira fase da distribuição de bens da primeira necessidade às famílias, o que para muitos, não passou de publicidade.

A medida é aplicada, na procura de métodos que obrigam a permanência do cidadão em isolamento social, como uma das medidas da observação do “Estado de Emergência”. O certo, disse a fonte, é que os líderes religiosos apesar de terem participado daquela e outras reuniões, não corresponderam ao apelo, excepto a igreja Católica.

E QUANTO AOS ANGOLANOS QUE NÃO FREQUENTAM ÀS IGREJAS?

“Quem não frequenta à igreja terá de se alistar em qualquer uma” – apelou.

Por mais perigosa que seja a situação, a população que sobrevive em meio de estremas dificuldades, não consegue distinguir, entre a fome e a Covid – 19 quem é o pior inimigo mortal.

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