EPAL deve recuperar credibilidade e melhorar serviços

O ministro de Energia e Águas, João Baptista Borges, declarou nesta sexta-feira, em Luanda, ser essencial a recuperação da credibilidade dos serviços da Empresa Pública de Água de Luanda (EPAL) pela sua especificidade, melhorando a qualidade da água.

Ao falar na cerimónia de empossamento do novo conselho de administração da empresa, nomeado recentemente por Decreto presidencial, o titular da pasta salientou que o acto representa o princípio de um novo ciclo, após um período conturbado em relação ao fornecimento de água em Luanda, com reclamações relativas à qualidade da água e à regularidade do abastecimento.

João Baptista Borges recomendou que se faça um plano de acção a curto prazo, para garantir a qualidade da água, diagnosticando as causas com estudos e avaliações profundas feitas com peritos e assistência técnica.

“Não se conhecerão melhorias bruscas, não estamos a espera disso, mas é preciso que gradualmente o estado de coisas se modifique e que possamos ver de facto que há um rumo bem definido para a EPAL”, disse.

Referiu ser urgente a introdução de medidas correctivas a nível das estações de tratamento para que de facto não se volte a ter água não tratada a sair pelas torneiras.

Acrescentou que deve fazer parte deste plano de acção a recuperação da capacidade das Estações de Tratamento de Agua ( ETA), encontrando soluções para que estas funcionem dentro daquilo que era a sua capacidade de produção nominal.

Ao reconhecer o défice significativo existente na produção de água, com uma capacidade instalada de mais de 500 mi metros cúbicos, para uma população de sete milhões de habitantes, disse ser preciso ter uma capacidade operacional ou um grau do nível de operacionalidade mais alto que o actual.

Recomendou igualmente a normalização do relacionamento laboral na empresa, com a criação de um ambiente de melhor comunicação e dialogo com os trabalhadores e seus representantes.

Foram empossados para o cargo de presidente do conselho de administração da EPAL Fernando João Cunha, enquanto Alberto Miguel Manuel, Ângelo Filipe, Manuel da Cruz, Kubikiladia Garcia como administradores executivos, Armando João e Celeste Bragança, como administradores não executivos.

Por sua vez, Fernando João Cunha, referiu que o primeiro passo será identificar os problemas, além dos já conhecidos e com a colaboração de todos dar solução.

Quanto à greve dos trabalhadores, o responsável informou que haverá uma negociação exaustiva mas tudo dentro das possibilidades da empresa.

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