Crianças com hidrocefalia operadas com sucesso na Lunda Sul

Oito crianças que padecem de hidrocefalia, das 35 cadastradas, pelo Gabinete provincial da Saúde na Lunda Sul, foram operadas com sucesso, na sexta-feira, contrariamente ao sábado, como se previa, por uma equipa de profissionais que deslocou-se a cidade de Saurimo, para o efeito.

A informação foi, domingo, avançada à Angop, pelo chefe dos serviços cirúrgico do Centro Neurocirúrgico do Kifica (Luanda) e coordenador da equipa, neurocirurgião Maianda Inocente, ao proceder o balanço do trabalho realizado, explicou que resultados após a cirurgia são bastante animadores atendendo a evolução que as mesmas apresentam.

“As cirurgias correram com sucesso e ultrapassaram as espectativas, em função do estado clínico que algumas crianças apresentam, derivado de outras patologias” comentou o especialista.

As crianças com dois meses e nove anos de idade respectivamente foram submetidas a cirurgias do Hospital Militar na Lunda Sul, cuja duração variou de 50 minutos a uma hora de tempo.  

A par das cirurgias hidrocefálicas que realizaram seis derivações entre busto e punções progressivas cerebrais, procederam também, uma intervenção a um petiz com um tumor congénito na região sub-mandibular.

Maianda Inocente realçou que após 48 horas de cirurgia, a evolução clínica dos pacientes é satisfatória, apesar de existir três crianças a merecerem cuidados redobrados, atendendo o estado debilitado que apresentam, não pela hidrocefalia, mas outras patologias como, desnutrição, anemia, infecção no coro cabeludo e desidratação.

Informou que as crianças ficarão internadas mais cinco dias, só assim terão alta e serão acompanhadas sistematicamente por médicos do hospital pediátrico da Lunda Sul, em colaboração com a equipa que fez a cirurgia.

Aclarou que os 35 casos cadastrados e monitorados pelo Gabinete provincial de Saúde, 17 não compareceram, supondo-se a questões tradicionais, os outros 10 não apresentam critérios cirúrgico, atendendo o estado de compensação que demostram, interação clínica aceitável, sem vómitos, convulsões, irritabilidade e outros pontos positivos.

Acrescentou que nesta situação, quando se regista uma certa estabilidade clínica em pacientes com hidrocefalia, do ponto de vista de desenvolvimento psicomotor com perfeita estabilidade, não são submetidos a cirurgia, porquanto, presume-se que o cérebro está estabilizado, no que toca a pressão do volume.

Adiantou que os casos que não apresentam critérios cirúrgicos e os que não compareceram estão na lista para serem monitorizadas pelo hospital pediátrico da Lunda Sul, que continuará em contacto com a equipe médica.

Informou que caso haja alguma descompensação em alguma criança operada, a equipa deverá regressar a Saurimo, para observar, quer por cirurgia, como na medicação.

Por sua vez, a directora do Gabinete provincial da Saúde, Maria Dina Segunda, disse que este é primeiro passo, dos muitos que ainda têm para dar, no concernente ao tratamento da hidrocefalia.

Disse que enquanto não se eliminar os factores pré disponentes que são a desnutrição e outras carências, a doença vai progredir, mas para minorar o quadro, têm consentido esforços, no sentido de se melhorar a questão sociológica, nutricional e de sanidade, da qual depende fundamentalmente o aparecimento da enfermidade.

Garantiu que o centro neurocirúrgico do Kifica vai continuar a seguir sistematicamente os petizes que estão catalogados, cujas mães têm contacto dos médicos, poderão dialogar no que for necessário, no ponto de vista da prevenção e inquietações pertinentes.

Apelou as famílias que têm pessoas que padecem desta doença, a recorrerem as unidades sanitárias para o devido tratamento, e não a terapeutas tradicionais.

A cirurgia foi garantida por uma equipa de especialistas, composta por neurocirurgião, cirurgião, cardiologista, anestesistas, instrumentistas e enfermeiros.  

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